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Polícia ainda procura matador de menino do Pero Vaz

Até a noite desta sexta-feira, 8, não havia sido identificado e preso o segurança do Mercado Popular, apontado como o autor dos disparos que mataram Jeferson Henrique Ramos Freitas, 8, o Jefinho, na quinta-feira, 7, no bairro Pero Vaz. A informação é de Reinaldo Mangabeira, titular da 2ª Delegacia de Homicídios (DH-Central).

Segundo ele, apesar de os moradores afirmarem que o suspeito é policial militar, a informação não foi confirmada. "Estamos apurando. Segunda-feira, devemos ter novidades", disse.

O major Edmilton Reis, comandante da 37ª CIPM (Liberdade), também não soube informar. Porém um morador reafirmou a acusação e disse que o suspeito seria lotado no Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto), da 9ª CIPM (Pirajá). "Não temos nenhuma informação neste sentido", disse o capitão Henrique, da 9ª CIPM.

O corpo de Jefinho foi sepultado na tarde desta sexta-feira no Cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas. Cerca de 300 pessoas acompanharam a cerimônia. "Não queremos justiça com as próprias mãos, queremos a justiça da Justiça", enfatizou Igor Fernandes, 33, amigo da família.

Protesto

Horas antes do enterro, os moradores voltaram a protestar reunidos em frente ao Mercado Popular, na rua Pero Vaz. Interditaram a via com lixo, atearam fogo em objetos e pediram celeridade na apuração do caso.

Após o protesto, eles saíram andando pelas ruas do bairro em direção do cemitério, gritando palavras de ordem e carregando faixas e cartazes.

Muito abalada e sob efeito de medicamentos, a mãe do garoto, Elisângela Alves Ramos, 37, precisou ser amparada. "Mãe, quero meu filho. Coitado, ele ainda se escondeu", lamentou a mulher aos prantos. O pai de Jefinho, Luiz Henrique Freitas, pediu que a comunidade ajude a polícia para identificar o atirador.