O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, foi preso pela polícia da Suíça, na madrugada desta quarta-feira (27), junto com mais seis dirigentes da Fifa, a pedido da justiça dos Estados Unidos sob acusação do crime de corrupção. Os suspeitos foram detidos em um hotel da capital Zurique e devem ser extraditados para os Estados Unidos. O Departamento Federal de Justiça da Suíça questiona os dirigentes sobre a votação para as escolhas das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, que vão ser disputadas na Rússia e no Catar, respectivamente.


De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, a Justiça americana confirma que a prisão de Marin foi indicada por recebimento de propinas milionárias em esquemas de corrupção no futebol, entre eles estão as realizações da Copa do Mundo no Brasil, Taça Libertadores da América e a Copa América, que será disputa no mês de junho, no Chile.

Segundo o site da ESPN, além de Marin, Jeffrey Webb, Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo e Rafael Esquivel também foram presos. No total, 14 pessoas foram indiciadas por extorsão, fraude, conspiração e lavagem de dinheiro. Um dos réus é o brasileiro J.Hawilla, dono da empresa de marketing esportivo Traffic, que possui grande participação no mercado do futebol brasileiro. Hawilla se declara culpado e em dezembro do ano passado concordou em devolver mais de 151 milhões de dólares.

A denúncia atinge o órgão dirigente do esporte mais popular do mundo na semana em que ele realiza seu congresso anual. É esperado, durante o evento, que Joseph Blatter seja reconduzido ao cargo de presidente pela quarta vez. Blatter, que comanda a instituição desde 1998, tem supervisionado o crescimento das receitas da entidade sem fins lucrativos, advindos principalmente da Copa do Mundo.

No período entre 2011 e 2014, a Fifa gerou US$ 5,72 bilhões em receitas, de acordo com seu último relatório financeiro. Em 2014, as reservas da entidade somavam US$ 1,52 bilhões. O FBI e os promotores do Brooklyn vêm investigando a Fifa durante anos, de acordo uma pessoa próxima ao caso.

A investigação mudou de patamar em 2011, quando um dirigente norte-americano da entidade, Charles “Chuck” Blazer, começou a cooperar com as autoridades após ser ameaçado com denúncias de sonegação de impostos.

Blazer foi secretário-geral da Concacaf entre 1990 e 2011, e tem informado o FBI sobre o suposto esquema de fraude e lavagem de dinheiro entre os quadros da instituição. Ele também teria concordado em gravar conversas com outros executivos da Fifa.

Uma investigação supervisionada pela Sidley & Austin sobre a Concacaf em 2012 concluiu que Blazer não pagou impostos da organização e sua unidade de marketing entre 2004 e 2010.

Ele também teria fornecido informações falsas as autoridades financeiras e feito a Concacaf pagar a ele, sem a autorização devida, mais de US$ 15 milhões sob a forma de comissões, honorários e despesas pessoais, como o aluguel de seu apartamento na Trump Tower, em Nova York, e a compra de apartamentos em Mondrian, um condomínio de luxo em Miami. Blazer foi suspenso da Fifa e renunciou ao cargo de conselheiro em 2013. Nenhum porta-voz da Fifa não foi encontrado para comentar o caso.

Confira os 14 acusados na investigação:

ALEJANDRO BURZACO, 50, argentino

AARON DAVIDSON, 44, norte-americano

RAFAEL ESQUIVEL, 68, venezuelano

EUGENIO FIGUEREDO, 83, uruguaio

HUGO JINKIS, 70, argentino

MARIANO JINKIS, 40, argentino

NICOLÁS LEOZ, 86, paraguaio

EDUARDO LI, 56, costarriquenho

JOSÉ MARGULIES, conhecido como José Lazaro, 75, brasileiro

JOSÉ MARIA MARIN, 83, brasileiro

JULIO ROCHA, 64, nicaraguense

COSTAS TAKKAS, 58, britânico

JACK WARNER, 72, trinitino

JEFFREY WEBB, 50, caimanês
Marcadores: ,

Postar um comentário

Author Name

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.