Membro do núcleo político do Planalto, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, se posicionou sobre a regulamentação da terceirização no Brasil, por meio de projeto de lei já aprovado na Câmara dos Deputados, e avaliou que as mudanças podem ser positivas para trabalhadores e para a economia.

"Terceirização é bem vista quando traz produtividade, com alguém especializado e que vai melhorar o desempenho de determinada empresa, mas sem precarização dos direitos dos trabalhadores", disse o ministro em entrevista à Globo News. O projeto deve ser votado no Senado na próxima semana e o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), já avisa que por lá não deve ser aprovado.

Jaques Wagner também falou sobre o projeto de reforma política que tramita no Congresso e concluiu que a proposta precisa de quatro itens. "Fim da coligação, redução do custo de campanha, limitação da contribuição privada e fim do comércio de tempo de televisão. Com isso, em quatro ou oito anos, teremos um leque razoável de partidos políticos".

Acerca da insatisfação popular e das cobranças à presidente Dilma Rousseff, o ministro da Defesa afirmou que "é cedo" para dizer que ela não está cumprindo o que prometeu em sua campanha de reeleição.

"Ela foi eleita para quatro anos, estamos com quatro meses. É muito cedo para dizer que ela não está cumprindo o que falou. Quando Lula entrou em 2003, ficamos dois anos sem liberdade para aumento real do salário mínimo até pegar o roteiro de crescimento. Então, eu acho precipitado fazer uma condenação".

Wagner também voltou a defender os cortes e ajustes fiscais adotados pelo governo. "Uma coisa é o ajuste, a necessidade reduzir gastos, seja de custeio, seja de investimentos. Outra coisa é na área social, que as pessoas acham que é tirar direito. Mas é ajustar direito. O seguro desemprego, por exemplo, foi criado em uma época que a taxa de desemprego era elevadíssima. Hoje, temos um país bastante desenvolvido", justificou.
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