O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que em uma das últimas sessões da CPI da Petrobras previu o futuro do ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto com a célebre frase "O senhor tem tudo para ser preso e o PT também tem tudo para ser extinto", talvez tenha razão. E não apenas no primeiro caso.

Reportagem desta segunda-feira antecipa qual será o desfecho da Lava Jato, operação conduzida pelo juiz Sergio Moro no Paraná e que parece ter, como objetivo maior, a destruição do Partido dos Trabalhadores.

Segundo o texto de Andréia Sadi e Marina Dias (leia aqui), o passo final dos procuradores que estão à frente da Lava Jato será a imposição de uma multa de R$ 200 milhões ao partido, valor equivalente ao valor citado por Pedro Barusco, em suas delações premiadas.

A estratégica consiste em criminalizar o partido, classificando todas as suas doações, levantadas pelo ex-tesoureiro João Vaccari Neto, preso há uma semana, pelo chamado "caixa 1", como fruto de "propina".

Em seguida, o partido receberia a multa, que confiscaria até os recursos do fundo partidário, que, desde a semana passada, será a única fonte de receita da legenda – uma resolução anunciada pelo presidente Rui Falcão indica que o partido renunciou a futuras doações privadas, antecipando-se à reforma política.

Sem recursos mínimos, o partido, que, além do governo federal, tem cinco governos estaduais e mais de 700 prefeituras, não teria oxigênio nem para sobreviver, nem para disputar futuras eleições.

Na prática, com a Lava Jato, uma iniciativa judicial de primeira instância, seria colocado na clandestinidade, como previu Carlos Sampaio.

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